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domingo, 7 de outubro de 2012

Eleições


Estamos novamente na época de eleições. Aquela época que é, ou pelo menos deveria ser, muito importante para nós, afinal é através das eleições que decidimos quem irá "governar" e "melhorar" nosso bairro, cidade, etc.

Mas pelo o que eu tenho observado ultimamente é que nem os candidatos estão levando as eleições a sério. Assim como nas eleições anteriores tivemos "candidatos" como o Tiririca.

Muitos dizem que este fenômeno pode ser considerado uma forma de protesto, mas será mesmo? 


Autor: Eric Arruda, aluno do 1º ano do Ensino Médio matutino e presidente do Grêmio Revolução Estudantil da E.E. Prof. Hernani Furini.


As escolhas são livres?

Fonte: http://praquepensar.wordpress.com
Amplamente enaltecida em épocas eleitorais, a democracia representativa pressupõe escolhas livres. Esta escolha teoricamente tão importante, utópica e infelizmente obrigatória, a cada eleição alimenta a esperança de uma vida melhor, mais digna e menos injusta.

No entanto, e infelizmente tais expectativas sempre resultam em frustração, norteando escolhas absurdas (subentendidas como "formas de protesto") ou ainda numa análise simplificada na escolha do candidato "menos pior", "menos corrupto",  fazendo com que a ética, os valores, e a importância política  que seria tão importante como critério de análise, fique em segundo plano, ou nem seja analisada.

O atual cenário e dinâmica do sistema eleitoral, está impregnado de mecanismos que favorecem a corrupção, a defesa de interesses privados, e alheios aos nossos. É como que se a política enquanto instrumento de regulação territorial fosse esquecido.

Reformas são necessárias, mas manter o status quo é tão conveniente! Quando será que todos terão a devida compreensão de que as campanhas milionárias exibem a essência da "corrupção" tão repudiada por todos? Ou será que investimentos privados em campanhas políticas configuram formas de solidariedade de grupos empresarias?

Ser ingênuo ou pessimista, eis a questão?



segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Eric Hobsbawm: Morre um icone da história mundial!

Hoje a História perde um de seus grandes escritores, lamentavelmente historiadores e historiadoras estão em luto pela morte do escritor. Marxista de carteirinha, Hobsbawm deixa um legado de suma importância para a história mundial.


Eric Hobsbawm, o maior historiador de esquerda do século XX, morreu nesta segunda-feira em Londres, aos 95 anos, após um longo período doente.

Eric Hobsbawm, o maior historiador de esquerda do século XX, morreu nesta segunda-feira em Londres, aos 95 anos, após um longo período doente, segundo confirmou a família ao jornalThe Guardian. Hobsbawm morreu no começo da manhã no hospital Royal Free de Londres, onde estava internado. O intelectual nasceu numa família judia na Alexandria e se mudou para a Inglaterra aos 16 anos. Ele deixa mulher, três filhos, sete netos e uma bisneta. A filha de Hobsbawm, Julia, usou sua página no Twitter para agradecer o carinho de amigos e admiradores. "Estou muito comovida com as condolências dedicadas ao meu adorável e incomparável pai. Muito obrigada."
Entre suas obras de destaque, que influenciaram gerações de historiadores, está Era dos Extremos: o Breve Século XX: 1914 - 1991. No livro, ele afirma que o século XX começou em 1914, com a I Guerra Mundial, e terminou em 1991, com o fim da União Soviética. A publicação faz parte da quadrilogia que aborda a história europeia entre 1789 e 1991 e da qual fazem parte os livros A Era das Revoluções (1962), A Era do Capital (1975), A Era dos Impérios (1987) e A Era dos Extremos (1994). Outra obra importante é Globalização, Democracia e Terrorismo. Em 2002, Hobsbawm lançou a biografia Tempos Interessantes: Uma Vida no Século XX.
O historiador entendeu a importância de analisar os fatos políticos ainda muito jovem, aos 13 anos, quando se mudou para Berlim com a irmã para morar com os tios, após a morte dos pais, em Viena. O ano era 1933 e Adolph Hitler havia sido nomeado primeiro-ministro da Alemanha, sinal interpretado pelo tio de Hobsbawm como o primeiro indício da perseguição aos judeus que tomaria forma nos anos seguintes. Por isso, a família tratou logo de transferir-se para Londres, decisão que o historiador apontou posteriormente como a salvação de sua família. 
Em Londres, Hobsbawm passou a integrar o Partido Comunista da Grã-Bretanha ao mesmo tempo em que cursava História na Universidade de Cambridge.  
Lições - Em uma conferência realizada em agosto de 1995 no Masp, o pensador apresentou as suas três lições aos jovens historiadores que investigam fatos do passado: devem procurar saber algo do acontecido antes de mergulhar nos arquivos; devem saber que a memória dos protagonistas falhará sobre os pontos isolados da História; e devem reconhecer a inutilidade de tentar mudar as ideias e os ideais dos participantes dos acontecimentos.
A última vez que Hobsbawm esteve no Brasil foi em 2003, para participar da Flip, em Paraty

Conteúdo Relacionado:

“Fez uma História da Europa quando ainda não se falava muito nisso e fê-la sozinho"



domingo, 30 de setembro de 2012

Documentário: O xadrez das cores



Curta metragem "O Xadrez das Cores " (2004, 21 minutos), dirigido por Marco Schiavon.
o Vídeo narra a história de uma senhora branca que fica sob a guarda de uma empregada doméstica negra. A idosa não faz questão nenhuma de disfarçar seu racismo é utiliza o jogo de xadrez humilhar a empregada, mas é justamente o jogo de xadrez que fará com que as personagens produzam reflexões que mudarão as suas vidas.


domingo, 23 de setembro de 2012

A política partidária e suas contradições

Disponível em http://fisofolando.blogspot.com.br/


Honestidade, compromisso e responsabilidade são adjetivos presentes em toda campanha política partidária (somente nos discursos). Publicitários transformam vilões em mocinhos, e escondem as reais intenções do sujeito, suas alianças partidárias (contraditórias) e seu passado.

Imagem disponível em http://http://www.estadao.com.br/

Fatos recentes, como a aliança partidária entre Maluf e o PT (Partido dos Trabalhadores) nos confirmam esta tese, e nos mostram uma grande contradição do sistema político brasileiro, transmitindo a impressão de que a formação de uma aliança partidária, que em tese deveria refletir a convergência de ideologias entre os partidos, aparenta apenas a convergência de interesses individuais ($$$). 

Saiba mais na postagem: "Vergonha Nacional"



O vídeo acima envolvendo uma polêmica entre Paulo Maluf e o Partido dos Trabalhadores parece ter sido superado por ambos. Perdão??????????? Difícil crer!



Outra aliança contestável mantida nas eleições presidenciais de 2010 foi estabelecida entre PSDB e DEM.
O vínculo mantido entre ambos parece não refletir a posição que cada um manteve durante a ditadura.

Diante dos fatos, fica o questionamento: É possível acreditar na  política partidária brasileira? Os adjetivos atribuídos aos candidatos são verdadeiros?

Contribuição de Tayane Omena.
André Giorgetti Shimanuki.



quarta-feira, 5 de setembro de 2012

A fome no mundo



Josué de Castro nos dizia que a fome, era antes de tudo, uma expressão biológica de males sociológicos. Num meio de tecnologias que permitem a superação dos limites entre tempo e espaço, a fome se apresenta como uma das maiores perversidades e contradições do mundo contemporâneo.

Trabalho apresentado pela 8ºE no Seminário de Geografia sobre Problemas Populacionais Contemporâneos (Créditos no vídeo).